A Francesinha
Afinal o que é a Francesinha? A Irmandade dá voz aos Especialistas:
| 1º | Bufete Fase | 92.25% |
| 2º | Regaleira | 90.81% |
| 3º | Mauritânia Real | 90.35% |
| 4º | Gambamar | 84.44% |
| 5º | Convívio | 82.58% |
| 1º | Cufra Bilhares | 93.11% |
| 2º | Hamburgo | 92.75% |
| 3º | O Golfinho | 87.65% |
| 4º | Bufete Fase | 84.63% |
| 5º | Café S. Nicolau | 82.60% |
| Café Pontual | 34,103 |
| Mauritânia Real | 12,308 |
| Bufete Fase | 6,784 |
| Tappas Caffé | 5,033 |
| Gambamar | 5,027 |
| Café Pontual | 271 |
| Mauritânia Real | 76 |
| Cufra | 7 |
| Cufra Bilhares | 4 |
| bbGourmet | 4 |
| Ponto Beer | 17 |
| O Afonso | 14 |
| Cufra | 11 |
| Mauritânia Real | 9 |
| Tappas Caffé | 9 |
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Terça, 2011-02-01 18:13
JNV
A Francesinha é a Torre dos Clérigos da Cozinha Nacional, o monumento gastronómico da cidade do Porto, a par das Tripas (que será, vá lá, a Sé Catedral). Só que para a malta de Marrocos, basta pensar em comer intestino para lhes a volta aos próprios, logo, apostam na Francesinha para mostrar a sua virilidade e tentarem alimentar o desejo de inclusão quando estão no Norte. Claro que se nota logo quem não é o verdadeiro Tripeiro: para esses, qualquer coisa que venha na lista como "Francesinha" é sempre gigantesca (mesmo que servida num pires), com molho picantíssimo (mesmo que seja meramente água tingida com corante alimentar) e sempre óptima (mesmo que seja uma tosta mista em Panrico seco com um pouco de polpa de tomate já fria).
A Francesinha é uma torre de sabor, um aquecedor nas noites frias, um motivo para refrescar as noites de calor com Super gelada, o combustível dos combustíveis, sem aditivos. É uma desculpa para deitar fora camisas de que não gostamos. É um pretexto para uma roda de amigos. É (d)o Porto e (d)os Tripeiros.
Sábado, 2011-02-05 23:16
MSC
Domingo, 2011-02-13 10:20
FFER
Tentar resumir a francesinha a um amontoado de ingredientes seria ao mesmo tempo absurdo e insultuoso. A francesinha é hoje, a par do FCP, da Casa da Música ou da Associação Comercial do Porto, uma instituição da nossa região e um símbolo do nosso carácter. Consistente, picante e calórica qb, apela a um estômago forte e à fiel presença do inseparável fino (de preferência Superbock). Sobretudo, ao pedir uma francesinha, faça-o com a convicção de quem não teme o que lhe espera… à semelhança dos cães, as francesinhas sentem o medo de quem as encara.
Porventura seria mais fácil falar sobre o patético e deprimente bitoque dos lisboetas. E porquê, perguntam vocês… bem, segundo a Wikipedia o bitoque é um “prato com um bife, batatas fritas, arroz, um ovo estrelado e salada”. Como o autor deste texto imaginou a cara de parvo de quem teria perdido alguns segundos preciosos da sua vida nessa pesquisa, logo a seguir tenta prender o leitor com uma ambiguidade hitchcockiana brilhante: “Por vezes, pode também conter fiambre, entre o bife e o ovo”. E remata com uma pièce de résistance de antologia: “é uma escolha comum para aqueles que desejam uma refeição de carne não muito específica”… só com muita injustiça não terá levado para casa o Prémio-Mais-Valia-Estar-Sem-Net, de 2009!
Não é preciso muita imaginação para prognosticar o que seria da francesinha se tivesse tido a infelicidade de aparecer mais a Sul… provavelmente teria degenerado num Carpaccio Especial com Croutons, envolto em molho agridoce e acompanhada por uma flute de panaché. Felizmente, tudo acontece por alguma razão e eu gosto acreditar que ainda há alguma entidade superior que organiza algumas circunstâncias cruciais do nosso quotidiano. Quer tenha surgido pela importação das tropas napoleónicas, quer pelo upgrade do tal de croque-monsieur, a verdade é que a nossa Região foi abençoada com este pitéu de culto, e até hoje esteve à altura dessa fortuna.
Este projecto é apenas mais uma sincera homenagem… a de tentar arquitectar um roteiro mágico das melhores francesinhas do Porto, do Norte e do Mundo! Bem-vindos…
Domingo, 2011-02-13 22:49
JFG
De qualquer forma prefiro a historia mais romântica que tamanho pitéu terá tido a sua origem na Guerra Peninsular com as tropas Napoleónicas que costumavam comer umas sandes de pão de forma cheias de queijo e todo o tipo de carnes ás quais conseguiam deitar as mãos.
De qualquer forma a Francesinha para este membro da irmandade, foi, é e sempre será um símbolo da austeridade e carácter das gentes do Porto, do seu espírito forte e resistente.
A própria Francesinha é um simbolo de resistencia tendo sobrevivido já a inumeras tentativas de massificação e "fast food ização". A Francesinha é dos cafés e tascas do Porto sem preconceitos ou complexos, sem peru ou frango e muito menos sem vegetais á mistura!
Para além de tudo isto a Francesinha é para nós, Portuenses, uma boa desculpa para nos reunirmos com bons amigos e beber uns bons finos ( Super Bock claro).
Sexta, 2011-02-18 16:49
FFAR
Sábado, 2011-02-19 21:51
FVB